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Fotografia & Artes Visuais-

críticas & comentários

Qual foi a Influência da cultura hippie nos dias atuais?

Este é o nosso trabalho sobre a cultura hippie, e a influência que ela tem hoje. Então para mostrar tudo isso, a gente entrevistou pessoas que fazem parte do movimento hippie, infelizmente algumas não quiseram gravar entrevista, ex-hippies, e pessoas que vivem junto com os hippies. A gente também está incluindo um material sobre o que são os hippies.

  • Nome: Ozie
  • Função: Artesão
  • Vende seu artesanato junto com os hippies

P: Você sabe o que foi o movimento hippie, e se ele ainda existe hoje em dia?

R:Para mim, no meu entendimento, teve o movimento, teve no início, nos anos 70, mas eu acredito que hoje tem alguns que vivem ainda, mas não seria todo mundo. Até pelo sistema, pelo jeito que você é tratado no sistema, então é difícil para você continuar pra você levar, entende? Até tem alguns que ainda tem resistência. No meu caso, eu só trabalho com artesanato, não tenho nada contra a cultura, mas não vivo a filosofia.

P: Na sua opinião ainda existe muito preconceito contra os hippies?

R:Então, desde que o mundo é mundo sempre houve preconceito. Até pelo estilo, pelas vestes, então o preconceito seria mais com relação a isso. Mais também pelo visual que não se encaixa no perfil da sociedade.

  • Nome: Maria Rita
  • Função: Vendedora
  • Ex-Hippie

P: Por que você parou de ser hippie?

R: Primeiro porque eu e meu ex-marido, a gente era hippie, e eu engravidei. E, na minha concepção de vida, eu achei que não tinha condições de criar a minha filha nesse meio. Eu queria dar uma educação bacana para ela, e agora eu estou aí, trabalhando.

P: Você ainda segue algumas coisas, mesmo depois de não ser mais hippie?

R: Sim, eu tenho saião, quando eu vou tomar uma cervejinha eu coloco minha roupinha, é claro.

  • Nome: Cláudio
  • Idade: 35 anos, segue o movimento hippie há 18 anos
  • Profissão: Artesão (Vende seu artesanato no calçadão de Londrina)

Não quis ser gravado.

P: O que os hippies pregam?

R: Bem, o movimento original, que surgiu nos EUA, quando houve o festival de Woodstock e tal, tinha como bases a luta contra a guerra do Vietnam e a fuga do sistema capitalista. Muito disso ainda é o que os hippies pregam, mas agora não há mais a questão da guerra do Vietnam. Os hippies no brasil surgiram principalmente durante a ditadura militar. Eram os filhos dos burgueses que só queriam poder fazer a sua música, escrever, sem restrições, e acabaram também se opondo à ditadura. Atualmente, esses hippies são “Malucos de estrada”, que viajam juntos a pé e visitam “picos” ou pontos turísticos, lugares de difícil acesso e belezas naturais, visitados somente por milionários e também por eles, que vão a pé de um pico ao outro e acampam nesses lugares.

P: Você acha que hoje em dia ainda há muito preconceito contra os seguidores do movimento hippie?

R: Sim, claro. Hippies sempre são associados a drogas, mas nem todos os hippies são usuários, e não são só hippies que usam drogas. E o preconceito não existe só contra os hippies. Qualquer um que esteja mal-vestido também é acusado de ser usuário. Isso é uma das coisas injustas da nossa sociedade.

P: De onde vem a matéria-prima para o seu artesanato?

R: É tudo natural. Isso aqui (mostra artesanato) é feito de rabo de tatu. E tem outros de dentes de golfinho. Mas nenhum animal é morto para se conseguir esse material, é claro. Tudo vem da Amazônia. Muito do que eu uso para o meu artesanato é de animais de que as pessoas que vivem na amazônia usam para se alimantar. Eu vivi lá por quase três anos, e o estilo de vida que eles têm lá é algo muito legal. Eles preservam muito da própria cultura, com as danças e músicas típicas, como o Marajoara e o Carimbó. É muito importante essa história de preservar a cultura, porque hoje em dia no Brasil tudo é americanizado. Hoje a gente usa calça jeans, vai comer no Mc Donalds e ouve música em inglês.

P: Você é contra o uso de cosméticos? Por quê?

R: Sim. Todo o cosmético é uma agressão à natureza, e isso é contra o que os hippies querem. Principalmente tudo aquilo que é feito de petróleo. Chiclete, por exemplo. É feito de petróleo, e é uma agressão à natureza. Eu sou a favor da vida em harmonia com a natureza.

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